domingo, 15 de dezembro de 2013

No terceiro milênio muitas cidades não sobreviverão


A humanidade pode dizer adeus às Maldivas. Uma das consequências visíveis do aquecimento global será o aumento do nível dos oceanos. O relatório do WWF refere que já no fim do século XXI o nível das águas irá subir em média um metro. Muitos territórios ficarão debaixo de água. Se não forem tomadas medidas, o processo de subida do nível dos oceanos irá continuar e Hong Kong, Calcutá, Veneza e São Petersburgo deixarão de existir tal como as conhecemos.

No terceiro milênio, o nível dos oceanos pode subir 5, ou mesmo 10 metros, relativamente ao atual. Claro que a um prazo tão longo os números só podem ser aproximados. Já em relação ao curto prazo as previsões são muito mais rigorosas. No fim do século XXI o nível das águas subirá seguramente um metro. Em relação a isso já não há nada a fazer.

Mas se a tendência de aquecimento do clima não for travada, até finais do século XXII o aumento será já de três metros. Isso já será muito sério, mas depende inteiramente da atividade humana, sublinha o diretor do programa climático do WWF da Rússia Alexei Kokorin:

“Nem uma subida de 10 metros do nível dos oceanos irá ameaçar a humanidade em geral, mas na Terra existem locais, cidades, pequenas ilhas, atóis de corais, para os quais uma subida de um metro será fatal. As Ilhas Maldivas não irão sobreviver, infelizmente, por mais que façamos. A maioria das cidades localizadas a baixa altitude, sobretudo no Sudeste Asiático, como por exemplo Calcutá, Bangkok, Xangai e Hong Kong são sensíveis à subida das águas. Um metro já será mau para elas, mas três já serão uma inundação. Para a cidade russa de São Petersburgo o aumento do nível das águas em um metro não é perigoso, mas três metros já irão exigir grandes investimentos financeiros para a construção de proteções”.

O WWF considera que a maioria dos danos podem ser evitados se todo o mundo mudar já para as energias “verdes”, reduzir as emissões nocivas para a atmosfera e por outros meios travar o aquecimento global.

Contudo, nem todos os especialistas estão tão completamente convencidos que a origem do aquecimento climático a que assistimos na Terra é um resultado da atividade humana. A especialista principal do centro meteorológico Phobos Elena Volosiuk considera que não há dados suficientes para tirar essas conclusões:

“Não é totalmente correto construir argumentos acerca do aumento da temperatura planetária com base apenas nos dados dos últimos 50 anos. Isso, porque o ambiente térmico sofre permanentes oscilações em qualquer período temporal: seja ao longo do dia, no ciclo anual, etc. Se a tendência do aumento da temperatura observada nas últimas décadas continuar, isso irá resultar numa determinada deslocação das zonas climáticas e no aumento do nível dos oceanos. Mas nem tudo é tão linear. Um aumento da temperatura do ar pode ser acompanhado pela fusão dos glaciares. Isso, por seu turno, irá alterar a salinidade da água, ou seja, a temperatura de congelação do oceano também irá mudar. Mas isso também está associado à temperatura da superfície terrestre a nível planetário”.

Anteriormente o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon referiu, ao discursar em Varsóvia na conferência sobre Alterações Climáticas, que a atual geração está respirando ar com uma concentração recorde de dióxido de carbono na atmosfera e que hoje assistimos aos ritmos mais elevados de fusão dos glaciares.

Ele apelou aos países para que estes dediquem mais atenção ao ambiente e que não permitam um aumento da temperatura do ar em mais de dois graus Celsius relativamente ao nível correspondente ao período de desenvolvimento pré-industrial.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_12_13/Temos-de-decidir-hoje-as-cidades-que-v-o-ficar-para-o-terceiro-mil-nio-3937/

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